deu medinho...

Às 2hxy, bateram, de leve, no meu portão. Bem leve, eu nem teria dado conta das batidas se não fosse a Loba latindo.
Confesso que fiquei assustada.
Infelizmente, o celular tinha acabado de descarregar e nem poderia te ligar, mas me lembrei de que:
- tu nunca me chegaste a essa hora sem aviso prévio;
- aliás! Mesmo avisando, foram raríssimas as vezes de chegares tão tarde;
- ademais, eu tinha conferido o WhatsApp e não havia msg tua; e
- finalmente, mesmo que fosses tu, saindo do Vinil, tu irias me chamar pelo nome - e não vocalizar uns "ei! Ei!".
Imagino tenha sido alguém da redondeza, bêbado, que viu luzes acesas, que saiba quem eu sou, mas não me conhece bem, nem mesmo sabe meu nome.
Tem uns dois ou três folgados na região que já me irritaram.
Um deles, uma vez nos abordou no Galinha Caipira, visivelmente abstinente, e te pediu "emprestado" 2 reais. Esse sujeitinho vivia me pedindo 2 reais, e cometi o erro de dar-lhe algumas vezes. Pronto! Teve uma vez que ele saiu lá do quartinho dele e veio bater no meu portão (ué! - pensei - ele sabe onde moro?), pedindo 2 reais e quando eu disse que não tinha, olhou-me com raiva e, vendo a Loba que latia, reclamou dela.
Desde esse dia, nunca mais dei um centavo para ele e ele, de raiva, ficava gritando na rua para eu "amarrar o cachorro". 😤  Parou quando lhe gritei de volta que ele amarrasse a boca dele e não se metesse na vida alheia, que isso dava cadeia.
Ele não se atreve. Parei de andar na rua onde ele vive e sempre que passa por mim e pela Loba, estou acompanhada na Galinha ou na GP Pneus. Ele - percebi - só mexia comigo quando me via só. Na frente dos outros, ele passa caladinho.
Mas não se manifestar não é critério para um noiado.
Um outro mora dobrando a rua e faz serviços de limpar os matos da calçada.
Ele me chama de "professora" (obviamente, não sabe meu nome) e já bateu, bêbado, num domingo à tarde, cobrando a limpeza da calçada que a vizinha tinha contratado e que ela já havia pago! Como ele limpou, a pedido dela, as calçadas vizinhas (assim diminui o seu próprio mato), ele me cobrava por ter limpado minha calçada a pedido da vizinha. E foi insistente!
O que suspeito: viu as luzes acesas, achou que poderia extrair algum troco.
Ignorei as batidinhas e os eis e fui tratar de me recolher; escovar dentes, banhar rosto, beber água, trancar portas, desligar TV e note, desligar as luzes..
E foi quando a pessoa desistiu. 
Por isso digo que ficou uns 5min insistindo, batendo no portão - é menos tempo que levo na preparação de ir para a caminha.

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