Tarot Cary - Destino
TAROT CARY

parte 2 - DESTINO
Antes de mais nada, imaginem esse quadro vivo:
• Uma moldura aberta embaixo de trepadeiras;
• ao fundo, um bosque desfocado;
• em cima, pequenos frutos verdes em alguns galhos à esquerda, outros maduros (amarelos) mais à direita;
• ao centro, uma moça/mulher de idade indefinida, como se metade de seu rosto fosse ainda jovem e a outra metade, madura;
• essa figura feminina está de pé, com as pontas dos pés descalços voltados delicadamente para cada lado, calcanhares sobrepostos: o esquerdo à frente e o direito, atrás;
• suas roupas remetem às de uma camponesa da idade média: vestido e avental - sendo o vestido amarelo mais claro que o avental em tom terra avermelhado, mal alcançando os calcanhares, vê-se a barra da anágua por baixo do vestido, mangas 3/4, decote quadrado, cintura levemente franzida, dando volume à saia, peitilho do vestido com cruzamento de cordão;
• os cabelos soltos, meio ondulados - ondas largas - volumosos e castanhos, com umas mechas platinadas perceptíveis à direita, partidos ao meio, ancorados atrás das orelhas sem brincos;
• aliás! não há nenhuma joia ou enfeite senão umas duas flores nos cabelos, do lado esquerdo (sempre pelo ponto de vista de quem vê a imagem);
• o rosto está meio baixo, ela encara de baixo para cima, a metade de seu rosto da direita meio sombreada;
• a boca fechada quase sorri, entre acolhedora e desafiadora;
• à esquerda, vê-se a mão dela pairando, palma aberta, sobre um arbusto florescente de uns 90 cm de altura;
• a mão dela, gordinha, (a que se vê à esquerda) está à altura do baixo ventre;
• à direita, vê-se a mão estendida dela, como se ofertando uma romã partida cujo sumo escorre, um pouco, pelos seus dedos;
• essa outra mão, ossuda e envelhecendo, está à altura do estômago.
Então? A descrição detalhada permite imaginar uma visualização?
Confissãozinha: já tive muita, mas muita mesmo!, vontade de me fotografar nessa pose, montar uma foto assim.
Agora, vamos analisá-la, vamos? Vamos!
Antes, a simbologia de Destino: é uma carta que resume o paganismo.
A figura feminina, meio jovem e meio madura, remete às bondosas - as três que são uma e a uma que é três; a jovem, a mãe e a velha; as parcas, as moiras - reflete a passagem do tempo, lembra que tudo é transitório e tem-se que semear hoje o que se deseja colher amanhã.
E que o Destino gira sua roda, mas que cada um deve cuidar de si. O Destino é implacável, para os pagãos - eles dependiam da colheita e da caça para sobreviverem e qualquer intempérie poderia arruinar a colheita ou sumir com a caça disponível. Rezavam aos deuses pedindo pelos meios para conseguirem viver.
Essa carta, vamos chamá-la de Meiga, apresentou-se mais ou menos assim:
- Sou a que define o início e o fim da vida, aquela que abençoa a vida - ou não. Venho para lembrar que cada ser humano tem que fazer a sua parte e, caso não lhe seja atribuída uma recompensa, não deve se desesperar; é a espiral dos ciclos de vida girando, são mudanças às quais tem que se adaptar. Que não perca a esperança, que persista, podem vir tempestades ou bonança
Carpe diem.
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