Precisamos falar sobre sexo
PRECISAMOS FALAR SOBRE SEXO
Sou só eu que está cansada da cultura pornô ditando regras na hora do vamos-ver?
Sou só eu que percebo uma tendência machista de seguir o manual p0r.nô que objetifica a mulher?
Se sou só eu, pode parar por aqui, mas se não... segue o fio.
Há um passo a passo básico nos vídeos p0r.nôs, que não vale a pena nem mencionar, mas fica parecendo uma coreografia mal ensaiada do colégio, de tosco que fica, muitas vezes.
E a pergunta é: medo de não fazer bonito?
Ou é o silêncio gritante da parceira que exige ser o homem que vai ditar a quilometragem da carruagem?
Ou apenas um consenso geral?
Por que invencionar, se o que importa nem é a performance acrobática, mas o 'feeling'!? Sabe?
O que torna o momento de extremo prazer para os dois é a entrega e a confiança mútuas - pode chamar de cumplicidade nessa dança.
Porque É uma dança.
Falando nisso... Eu nunca vou me esquecer de quando aquele moço me chamou para dançar.
Puxa, era nos tempos da lambada e eu imaginava que ele chegaria, me tomaria a cintura e tome rodopiar os passos todos!
Mas não.... lambada troando e ele parou à minha frente. PAROU. Devagar, muito devagar, ele levantou a mão até pousar na minha cintura e, depois, virou lentamente a cabeça para a outra mão que, na mesma velocidade morosa - mas de uma riqueza sensorial indescritível - ele me tomou a mão.
Garanto, gente: foi a coisa mais erót1ca que vivera até àquele momento.
E marcou-me fundo.
Sexo tinha que ser, acho, uma dança a dois em que cada um vai se adaptando ao ritmo do outro - e criando, ambos, um movimento próprio.
Pleno de parceria. Sem seguir manual, mas um ao outro.
Simples.
Tetê Macambira
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