12 fevereiro 2016
Ela está mais receptiva, brinca já um pouco. Afastei-me de minha vida noturna, e tenho dois bons motivos: um são minhas leituras e escritas; outra (muito fácil de supor por este blogue) o querer acompanhar o rápido desenvolvimento de Lady Loba. Filhotes crescem rápido. E de cães, então! A olhos vistos, quase! Mal creio que essa fofura toda já esteja comigo há dez dias.
Passei Carnaval em casa, a fim de estar perto e estabelecer vínculo com ela. Ela começa a se habituar à cerâmica da casa, embora ainda escorregue muito.
Mais engraçado ainda: ela usa esse deslizar a favor dela, a espertinha!
E come!!! - uma lagartinha! Ontem comprei a Royal Canin. *0* custosa - mais do que imaginava.
Mas esse semblante dela creio dever muito à essa ração. Quando ela me viu tirando o saco de ração da sacola de plástico, a fotógrafa-eu lastima imenso não estar nem com o celular em mãos... porque ela abraçou o saco de 3 k de ração. Seu corpo tremia-se todo, seu focinho buscava uma abertura que fosse para regalar-se com o sabor que reconhecera através de seu faro.
Um moço, de uma loja mais perto da minha casa, sugerira-me usar Papita, que era uma boa ração, e me desaconselhou a Pedigree (que, por sinal, causara-lhe uma leve disenteria). Mas eu redargui que era filhota, estava em fase de crescimento, comia menos. Por que não dar-lhe o melhor agora do que esperar que ter que lhe dar, já idosa, rações especiais com complementos?
- Qual a raça dela?
- Pastor alemão, loba-de-Alsácia.
- Comprou por quanto?
Disse-lhe, o que aparentemente o convenceu de que era raça pura, embora sem pedigree.
- Então, vale! É melhor mesmo investir, porque pastor alemão, puro... merece! E retorna, pode dar, que vale!
Depois de tanta ênfase na qualidade da ração e na festa da Lady Loba com o saco da Royal Canin, imaginei ela fosse me esquecer.
Pus a comida no prato, sem que ela visse e me afastei. Voltei logo. Lady Loba latia, sem compreender, para o prato que deixara vazio e agora encontrava com comida. Que bruxaria era essa?!
Lembrei-me de que sempre oferecia-lhe um pouco antes na palma de minha mão, para levá-la até o prato.
Mesmo com uma ração que obviamente ela adora, ela ainda preferia esperar por mim, pelo ritual todo.
Priorizar na vida o que mais lhe importa.
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LIÇÃO: Rituais têm seu valor. Valorizá-los sempre.


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