08 fevereiro 2016
Falei com a amiga gaúcha que cria cães.... aliás... desmoronei com ela... detalhei-lhe sobre a postura de Lady... e tudo o mais...
E da suspeita de que ela apanhara, já. Lobos-de-Alsácia são particularmente sensíveis em relação a isso.
E ela é teimosa. E era de uma ninhada numerosa. Com pai e mãe em um sítio na serra. Um sítio de fim de semana cuidado por um caseiro.
Não é difícil supor que um animal desobediente, teimoso... seja repreendido à base de fartas chineladas por alguém acostumado a tratar com os cães de rua - estes, já tristemente habituados a serem escorraçados.
E o conselho me veio: falasse com ela sempre com voz macia, que era para ganhar-lhe a confiança. Depois, aos poucos, iria adestrando... com amor e paciência. Não gritasse nem usasse tom rude, ríspido.
Em uma primeira tentativa, Lady já mostrou uma considerável melhora - embora tivesse toda se xixado. De excitação ou de medo?
Mas ainda, com qualquer gesto meu mais brusco, se encolhe e semicerra os olhos, como se esperasse uma chinelada.
Tenho até vontade de ter raiva de quem causou mal a essa cadelinha tão sensível e tão novinha ainda, mas sei que foi ditado pela ignorância. E fico com raiva de todo um contexto que chancela a punição física como a mais rápida e normal.
Mas a forma como ela queria acreditar em mim, como se deitou debaixo da minha rede, na sala, enquanto eu assistia à TV. Ai ai... queria saber retomar a fé na raça humana assim tão fácil.
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LIÇÃO: Dar uma segunda chance.
E da suspeita de que ela apanhara, já. Lobos-de-Alsácia são particularmente sensíveis em relação a isso.
E ela é teimosa. E era de uma ninhada numerosa. Com pai e mãe em um sítio na serra. Um sítio de fim de semana cuidado por um caseiro.
Não é difícil supor que um animal desobediente, teimoso... seja repreendido à base de fartas chineladas por alguém acostumado a tratar com os cães de rua - estes, já tristemente habituados a serem escorraçados.
E o conselho me veio: falasse com ela sempre com voz macia, que era para ganhar-lhe a confiança. Depois, aos poucos, iria adestrando... com amor e paciência. Não gritasse nem usasse tom rude, ríspido.
Em uma primeira tentativa, Lady já mostrou uma considerável melhora - embora tivesse toda se xixado. De excitação ou de medo?
Mas ainda, com qualquer gesto meu mais brusco, se encolhe e semicerra os olhos, como se esperasse uma chinelada.
Tenho até vontade de ter raiva de quem causou mal a essa cadelinha tão sensível e tão novinha ainda, mas sei que foi ditado pela ignorância. E fico com raiva de todo um contexto que chancela a punição física como a mais rápida e normal.
Mas a forma como ela queria acreditar em mim, como se deitou debaixo da minha rede, na sala, enquanto eu assistia à TV. Ai ai... queria saber retomar a fé na raça humana assim tão fácil.
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LIÇÃO: Dar uma segunda chance.

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