Panetone sob a árvore de Natal
Sou dessas: de ir andando por onde brilhem as luzes de Natal por onde se ostente decoração natalina e quedo-me, maravilhada, olhar iluminado, sorrindo ante luzes, brilhos e formas que me são calorosas e acolhedoras Assim foi que estanquei à calçada das redondezas, encantada com os ornamentos setentistas no arvoredo de jasmim-café; um buquê de giganta, coberto de delicadas florezinhas brancas que prenunciavam a vinda de chuvas, bolas coloridas de fino vidro espelhado, botas, presentes, corneta, flocos de neve, Papai Noel, luzes as mais variadas - e um baita de um laço vermelho e dourado no tronco. Voilà! Sob essa apoteose natalina, o banco na calçada não convidava, apenas, a sentar; conclamava. E sentei-me, hipnotizada pela variedade de enfeites, a nostalgia brincando no olhar vagando pelas cores e formas a ternura dos natais passados aconchegando coração, quando a dona da casa sai e te saúda cordia...